Em relação à limpeza, no outro dia, quando cheguei a casa percebi que há uma pessoa que faz a limpeza, a casa de banho estava lavada e o lixo vazio, já viram este luxo???? Até fiquei parva, perguntei às vizinhas de baixo e elas disseram que alguém também tinha limpo o quarto delas. Acho que esta incluído no serviço. Eu pensava que não pagávamos alojamento, mas afinal vamos pagar 1400 rupias (vou receber 2000), mas tudo bem, não me queixo...o resto é tudo tão barato.
No entanto, ainda não descobri como se liga a caldeira, supostamente há um botão, mas o único que vejo que possa ser da caldeira, não faz nada. Resultado: banhos de àgua gelada para abrir a pestana.
Em relação à casa, do que me queixo mesmo é do colchão. É tão duro como o chão, feito de um material que, presumo que seja parecido com palha (não estou a gozar), todo compactado e tem um cheiro horrível; para dormir é do pior, mas hei de me habituar.
Não consigo abrir as janelas da casa, estão todas perras, e única que consegui abrir tinha uma osga gigantesca do lado de fora! Decidi deixar fechada, pelo sim, pelo não, hoje comprei insecticida.
Coisas que aprendi até agora:
Não vou poder usar 90% da roupa que trouxe porque a faculdade tem um dress code: nada de pernas nem decotes à mostra, ou seja...lá vou eu ter que ir ao alfaiate!
Também já desisti de ter os ténis secos. É assim a monção, está sempre, sempre a chover e quando não está a chover está uma humidade absurda. Vou ter que comprar umas sandálias de plástico, aqui ninguém usa sapatos, não faz sentido, está sempre tudo encharcado. Devia ter trazido um secador de cabelo, mas para os ténis.
Ainda bem que não estou nas residências. Há recolher obrigatório. 22h para as meninas e 23h para os meninos. Ou seja, depois dessa hora não se faz nada nesta terra! Só aos sábados, pelo que me disseram.
Tivemos que ir a polícia fazer o registo. Fomos a outra cidade, Udupi. A viagem de autocarro foi outra comédia. É oficial: aqui não há regras de trânsito. Buzina-se quando se quer que algo saia da frente, e nunca, mas nunca se faz um desvio de centímetros no percurso, nem para evitar que um pedestre tenha que mergulhar numa gigantesca poça de lama. Resultado: buzinas constantes.
Afinal não era preciso qualquer registo (isto tudo por um dos estagiários da Jordânia, que se foi embora há uns dias, ficou preso no aeroporto porque não tinha o tal registo, mas afinal foi erro do pessoal da imigração e ele agora vai processar o estado indiano e pagaram-lhe a viagem que ele perdeu, mas como nos não queremos correr esse risco lá fomos fazer o registo)
Estivemos tempos infinitos a falar com o oficial da polícia. Era impressionante ver o respeito e submissão com que se falava com ele. Eu só pensava no medo que esta gente deve ter de ir parar à choldra depois ate estive a falar disso com ele e ele disse que se falasse mais alto com ele era muito provável que fosse preso e o sistema legal é tão lento que apodrecia na cadeia ate arranjar advogado. (Ora, isto cheira-me que é uma coisa muito importante a reter)
Udupi fez-me ver que, se duvidas houvesse, deixariam de haver. Manipal não é de todo um espelho da Índia. É tudo feio, casas, carros, pessoas...um cheiro insuportável nas ruas. Aqui sim, vê-se as diferenças entre castas...chega a ser de arrepiar (passamos por um bairro de barracas que é na realidade um campo de refugiados). Já tive um certo receio de andar na rua, coisa que não sinto em Manipal. Aqui ainda é estranho ver-se ocidentais.
No entanto, ainda não descobri como se liga a caldeira, supostamente há um botão, mas o único que vejo que possa ser da caldeira, não faz nada. Resultado: banhos de àgua gelada para abrir a pestana.
Em relação à casa, do que me queixo mesmo é do colchão. É tão duro como o chão, feito de um material que, presumo que seja parecido com palha (não estou a gozar), todo compactado e tem um cheiro horrível; para dormir é do pior, mas hei de me habituar.
Não consigo abrir as janelas da casa, estão todas perras, e única que consegui abrir tinha uma osga gigantesca do lado de fora! Decidi deixar fechada, pelo sim, pelo não, hoje comprei insecticida.
Coisas que aprendi até agora:
Não vou poder usar 90% da roupa que trouxe porque a faculdade tem um dress code: nada de pernas nem decotes à mostra, ou seja...lá vou eu ter que ir ao alfaiate!
Também já desisti de ter os ténis secos. É assim a monção, está sempre, sempre a chover e quando não está a chover está uma humidade absurda. Vou ter que comprar umas sandálias de plástico, aqui ninguém usa sapatos, não faz sentido, está sempre tudo encharcado. Devia ter trazido um secador de cabelo, mas para os ténis.
Ainda bem que não estou nas residências. Há recolher obrigatório. 22h para as meninas e 23h para os meninos. Ou seja, depois dessa hora não se faz nada nesta terra! Só aos sábados, pelo que me disseram.
Afinal não era preciso qualquer registo (isto tudo por um dos estagiários da Jordânia, que se foi embora há uns dias, ficou preso no aeroporto porque não tinha o tal registo, mas afinal foi erro do pessoal da imigração e ele agora vai processar o estado indiano e pagaram-lhe a viagem que ele perdeu, mas como nos não queremos correr esse risco lá fomos fazer o registo)
Estivemos tempos infinitos a falar com o oficial da polícia. Era impressionante ver o respeito e submissão com que se falava com ele. Eu só pensava no medo que esta gente deve ter de ir parar à choldra depois ate estive a falar disso com ele e ele disse que se falasse mais alto com ele era muito provável que fosse preso e o sistema legal é tão lento que apodrecia na cadeia ate arranjar advogado. (Ora, isto cheira-me que é uma coisa muito importante a reter)
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