Depois de muita relutância e alguma insistência por parte de familiares e amigos lá decidi que a minha estadia por terras indianas dava bom material para o meu próprio cantinho no mundo da blogosfera. Ao longo das próximas semanas vou postando alguns episódios que me vão acontecendo. Toda esta a aventura tem sido um acumular de peripécias que merecem ser contadas. Estas primeiras vão ser contadas todas de rajada, visto já terem acontecido há alguns dias.
A viagem em si, já teve a sua piada. Quando se tem um voo de 10 horas pela frente, anseia-se por paz, sossego e um bom pack de entretenimento a bordo. No entanto, o que me calhou foi um homem que, ainda não tínhamos levantado voo, já me ia a fazer as mais variadas perguntas: nome, de onde sou, para onde vou, se sou casada, o que é que faço, onde é Portugal, onde é Lisboa e por ai fora. Ou seja, passo 10 horas a por e atirar os phones a ver se ele percebia indirecta, mas só tive paz quando ele adormeceu.
Chegada a Bangalore, onde tenho que esperar 4 horas por um voo para Mangalore, tenho o meu primeiro avistamento do famoso pote. Para quem nao sabe, os indianos não utilizam papel higienico, usam sim, um pote com água!! Facto este que muito me angustiou durante a preparação da viagem. Voltanto ao assunto, afinal nao é um pote, é um balde, com um alguidar mais pequeno la dentro (daqueles para regar as plantas, tipo doseador) que se esvazia e lava de cada vez que se usa........escusado será dizer que me aguentei à bronca ate chegar a Manipal, que era o destino final.
A viagem em si, já teve a sua piada. Quando se tem um voo de 10 horas pela frente, anseia-se por paz, sossego e um bom pack de entretenimento a bordo. No entanto, o que me calhou foi um homem que, ainda não tínhamos levantado voo, já me ia a fazer as mais variadas perguntas: nome, de onde sou, para onde vou, se sou casada, o que é que faço, onde é Portugal, onde é Lisboa e por ai fora. Ou seja, passo 10 horas a por e atirar os phones a ver se ele percebia indirecta, mas só tive paz quando ele adormeceu.
Apanho o avião (a esta altura, já tava farta de aviões, visto ser este o terceiro em 20 horas) e durmo os 35 minutinhos todos da viagem. Devo dizer que fiquei muito bem impressionada com a Jet Airwais.
Quando cheguei a Mangalore, era suposto ter uma pessoa la à minha espera como o meu nome num papel, mas nao está! Ligo ao Atri, que é a pessoa com quem comunicava para preparar a viagem, e ele diz-me que houve um problema com os autocarros e nao puderam ir buscar ninguém nesse dia (era mais que óbvio que isto ia acontecer logo no dia que eu chegava).
Solução: apanhar um dos taxis pre-pagos que havia por la. Só que eu ainda nao tinha rupias. Perguntei se aceitavam dólares ou euros e acho que só não se riram na minha cara por pura educação. Isto significa que tinha de os convecer que só lhes podia pagar quando chegasse. Este primeiro contacto com o inglês indiano não foi nada facil. Todos aqui falam muito rapido num ingles miseravel e so à terceira e que consigo perceber.
Ultrapassado este problema, entregam-me (literalmente) a um taxista que é pouco maior que a minha mala de viagem (juro que não estou a exagerar, haviam de o ter visto a por a mala na bagageira do carro, foi hilariante...e ficou zangado comigo quando tentei ajudar), isto depois de andarem aos berros uns com os outros a passarem-me de taxistra para taxista a ver quem ficava comigo.
Questao resolvida, passo uma hora e meia naquela taxi, com aquele taxista minorca, que nao fala uma palavra de inglês, mas que me da grandes discursos em hindi aos quais eu respondo convictamente que sim, num carro super velho em que o conceito de limpa para-brisas era o condutor com um pano a esticar-se para o lado de fora do carro. A guiar pelo outro lado da estrada a fazer grandes razias a tudo o que eram pessoas, motas, outros carros, autocarros e vacas (sim, elas podem literalmente andar em todo o lado e cagar em todo o lado tambem).
Chegados a Manipal foi outro filme para encontrarmos o MIT (Manipal Institute of Technology), porque ele não sabia onde era e recusava-se a ouvir os conselhos dos outros, pu-lo varias vezes ao telefone com o Atri, mas ele insistia em não fazer o que lhe diziam. Andámos para aí uma hora às voltas numa cidade com dois km de diâmetro ..........uma comédia pegada!!
Chegados a Manipal foi outro filme para encontrarmos o MIT (Manipal Institute of Technology), porque ele não sabia onde era e recusava-se a ouvir os conselhos dos outros, pu-lo varias vezes ao telefone com o Atri, mas ele insistia em não fazer o que lhe diziam. Andámos para aí uma hora às voltas numa cidade com dois km de diâmetro ..........uma comédia pegada!!
No que toca a pessoas, são todas impecáveis, os indianos estão sempre super disponíveis e fazem tudo para que estejamos confortáveis (estou muito bem impressionada) os estrangeiros também me pareceu serem, só que ainda não tive grande contacto com eles, só com as duas raparigas (sim, só somos 3, uau!!!), uma colombiana e uma italiana que moram no meu prédio, os Valley Flats!
De resto, até agora vi um mexicano, um coreano (que ainda não disse uma palavra), um polaco, um espanhol, um tipo do Omã (não, não sei como se chama a uma pessoa que é do Omã) que vai ser meu colega de laboratório e por ai a fora, mas realmente quase não falei com eles.
A comida e toda incrivelmente picante, mesmo a que eles dizem que não tem picante nenhum, é picante! Mas o que não falta aqui são casas de fast food, não a fast food que conhecemos mas parece-me ser boa também.
A comida e toda incrivelmente picante, mesmo a que eles dizem que não tem picante nenhum, é picante! Mas o que não falta aqui são casas de fast food, não a fast food que conhecemos mas parece-me ser boa também.
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