Thursday, September 27, 2007

Casas de Banho......por assim dizer....

Aqui vai mais uma posta.

Ficam já a saber que a minha tolerancia ao nojo aumentou bastante e hoje já me sinto capaz de fazer que há dois meses pensava ser inacreditaveis. A mais flagrante é obviamente a capacidade de.......vá........ir a certas casas de banho. Vamos dar alguns exemplos:

Esta era uma mistura de sanita com outra coisa qualquer.......é elevada como uma sanita, mas tem os apoios para os pés....será que era para subir lá para cima? Não se percebe!












Ui...isto era um simbolo de limpeza que era uma algria!









Tcha ran!















Reparem como uma casa de banho com todos os seus odores (que já no mundo civilizado são o que são, imaginem agora na india) é o sitio indicado para dormir uma soneca!








Esta é a casa de banho tipica de um comboio. Agora experimentem ir 10 horas ou mais no compartimento contiguo à casa de banho....que bem que se está....so se consegue respirar quando o comboio está em andamento


E agora a piéce de resistance! Como disse o Red Nick, é que nem parece que o buraco no chão foi intencional!

Na foto não
dá para ver, mas lá por baixo passava o esgoto!

Esta é de longe, a pior casa de
banho que alguma vez utilizei...é demais até para os padrões indianos. E adivinhem
onde era....nada mais nada menos do que na cozinha de
um restaurante! Realmente...ignorance is bliss!

Agora imaginem, o desespero......eram 4 da manhã, estavamos parados no meio do nada e meio de uma viagem de 14 horas....era isto ou nada!

O que todos estes estabelecimentos têm em comum é o facto de nos dixarem com esta cara

Wednesday, September 26, 2007

As Vacas

No seguimento do post da comida, aqui vai outro post só de fotos! Desta feita, não de comida, mas sim das situações mais estranhas onde podemos encontrar vacas.

Ora vejamos:


Algumas delas até têm direito a lugar de estacionamento















São uma simpatia e deixam que lhes façam festinhas. Esta é em Goa, mas quando estava em Hampi, uma delas lambeu-me a mão...é uma lingua gigante que me acambarcou a mão inteira e metade do braço. É uma pena que ninguém tenha resgistado o momento!










Esta é a 10 metros da entrada do meu prédio.













À entrada do MIT. Mas mesmo lá dentro existem umas quantas, como ja mostrei anteriormente!

















Esta é outra vez em Goa, desta feita em Goa Velha!















E qui está um presente para a minha irmã que gosta muito de vacas malhadas. Vas vacas por sua vez, gostam muito de praia, como ja tinha mostrado há us post atrás da orimeira vez que fui a Goa







E esta é simplesmente gigante....e feia também.















Esta estava claramente a desrespeitar as regras











Estas deviam estar à espera do autocarro. sim, porque esta era a principal paragem de autocarros da Manipal. Chama-se Tiger Circe ou TC para os amigos


E se procurasse mais nas milhares de fotos que aqui tenho de certeza que encontrava mais exemlos, mas acho que assim já ficam com uma ideia!

O campeonato do mundo de criket





Por falar em indianos sexys (ah ah), não posso deixar de falar na final do campeonato do mundo de criket twenty-twenty (chama-se assim porque, neste campeonato, cada equipa tem direito a 20 overs....se pensam que sei o que isto significa, estão enganados).




Ora bem, duarnte as ultimas semanas realmente já me tinha apercebido que havia uma maior abundancia de jogos de criket que o normal. So uns dias depois é que reparei que nãio eram jogos normais, mas jogos entre selecções. E depois tudo fez sentido na minha cabeça...era o campeonato do mundo!

Vamos tentar explicar a dinâmica de um jogo de criket:

- à primeira vista perece basebol, só que não tão gay, mas depois repara-se que os bastões são planos, tipo remos, e não redondos como os de basebol e tb me perece que o campo não é taõ redondo.
- se está a chover, cancela-se o jogo e os jogadores e respectiva equipa técnica juntam-se para beber chá, comer bolinhos e fumar charutos (juro que não estão a inventar isto....sei de fonte segura)
- estes jogos não têm tempo limite e se durar mais que 5 ou 6 horas passa para o dia seguinte
- para além disso não percebo nenhuma das regras!

Passemos ao importante. Anteontem foi a final. Contra todas as expectativas (segundo o que me disseram, como é obvio) a Índia conseguiu chegar à final. E com contra quem era este embate? Paquistão! É logo aquela coisa pacifica!

Bem, recebemos um convite dos membros do IAESTE para irmos ver o jogo com eles ao Food Courts às 4 da tarde. O Food Courts é assim tipo a zona dos restaurantes de um centro comercial, mas sem o centro comercial! só mesmo os restaurantes/stands de fast food.

Como às 4 ainda está tudo a trabalhar e nós sabemos da duranção destes jogos, decidimos só ir às 8, equipadas com as nossas braçadeiras da Índia. lol


Quando chegamos era o caos! Muito poucas vezes na minha vida tinha visto tanta gente junta. Um calor e um cheiro insuportaveis!








Durante uma hora, vimo-los sofrer e festejar. Cade vez que festejavam perguntavamos se era agora que tinham ganho (para além de não conseguirmos ver nenhuma das televisões nunca saberiamos ler a pontuação ou perceber se era o fim ou não). eles festejavam cada over com gritos e danças de alegria. So tenho pena que o blog não dê para postar videos....estão hilariantes!


Finalmente uma das explosões de alegria foi mais intenasa que as outras. Tinham ganho! e mais importante que isso, tinham ganho ao Paquistão.


Foi a loucura naquele Food Courts! Nunca congratulei, nem apertei mãos, nem abracei tanto indiano de seguida....que agradavel! Faziam rodinhas a dançar, pulavam em cima de mesas...enfim.....todo o que se espera que alguém faça quando se ganha um campeoonato do mundo. E principalmente depois de estarem 5 horas a sofrer, com o coração nas mãos a ter choques de adrenalina de 10 em 10 minutos!





No final, acabou por ser uma das noites mais divertidas que passamos, e já posso dizer que estava na Índia quando esta conquista o campeonat do mundo do desperto mais importante que eles têm!

Friday, September 21, 2007

Kerala e o fim da Índia

Epá, estou emocionada com a ânsia de receberem notícias minhas. A Magui não fugiu com o dono do Supermercado (se bem que a proposta é tentadora..ah ah ah!!). Mas tens toda a razão quando dizes que o meu feitiozinho deve andar nos píncaros por causa da comida. Infelizmente, não é só o feitiozinho que se anda a ressentir. Esta semana, entre dores de cabeça contínuas e laboratórios mal cheirosos, não tive muita pachorra para vir à net ou escrever seja o que for. Esta brincadeira de me pôr na alheta todos os fins-de-semana, passar noites mal dormidas em transportes públicos onde já milhões de indianos dormiram e ir para o laboratório, quase directamente desses mesmos transportes públicos já começa a deixar mazelas. Este fim-de-semana acho que me fico por volta de Manipal, só por causa das coisas…mas a Índia é tão grande e tem tanto para ver que é um sacrilégio ficar em Manipal durante dois dias quando não se tem que ir trabalhar.

Seja como for ainda tenho que contar a aventura do fim-de-semana passado……que foi bem mais do que um fim-de-semana e por isso é que ainda estou a recuperar! Quando se quer visitar um estado inteiro é preciso mais do que um pequeno fim-de-semana. Assim sendo, na quinta-feira da semana passada partimos à descoberta do estado de Kerala que fica a sul de Karnataka (onde me encontro!)

Desta vez, em vez de irmos de “sleeper bus” fomos de “sleeper train”. Devo dizer que é incomparavelmente mais confortável……as dez horas passaram num instante! Então quando se tem como banda sonora um grupo de indianos a cantar Celine Dion...ui!

Chegamos a Cochim às 4 da manhã de sexta-feira, uma bela hora. Depois de tomarmos o pequeno-almoço numa tasca à porta da estação de combios, apanhamos o ferry das seis da manhã para Fort Kochi. Fort Kochi foi onde viveu e morreu o Vasco da Gama e é uma ilhota ao largo da Cidade de Cochim. Todos são devotamente católicos e não há ninguém que não saiba quem foi o nosso Vasquinho!






Depois de deixarmos a bagagem no hotel, fomos explorar a cidade. Para variar estava a chover torrencialmente e decidimos apanhar um rikshaw. Encontramos uns motoristas que nos davam uma visita turística durante a manhã de borla se, no caminho, ele nos pudesse levar a umas quantas lojas para ele receber a comissão Não tínhamos nada a perder e alinhamos. O nosso motorista era o maior, chamava-se Joseph e a filha chamava-se Sereia. Levou-nos e a todo o lado e ainda fizemos umas compras bacanas.

Vimos a igreja onde primeiramente foi enterrado o Vasco da Gama, fomos ao marcado de especiarias e às zonas muçulmana e judaica.



Antes de vir para a Índia, a Jo comprou uma edição especial daquelas revistas de viagens sobre Kerala. Juntando esta informação ao que vem descrito no fantástico Lonely Planet tínhamos o melhor plano de sempre. Já de manhã tínhamos tomado o segundo pequeno-almoço do dia (o melhor pequeno-almoço que já tive na Índia, diga-se de passagem) num café mencionado na revista e fizemos o mesmo ao almoço. Ora, a revista tinha uma foto de um dos empregados e ele estava lá…foi o histerismo….e ele até dos deu um autografo.








À tarde, já com um tempo melhorzinho, passeamos pela zona ribeirinha e pudemos ver as redes de pesca chinesas. Passamos pela casa onde viveu e morreu o Vasco da Gama e que hoje em dia é uma pensão e uma agência de viagens. Ao final da tarde vimos um espectáculo de Kathakali que é um teatro mímico típico desta região.

















No dia seguinte partimos para as Backwaters. Não há ninguém que venha a Kerala que não viaje nestes 900 km de canais ladeados por palmeiras.


Paramos em vários sítios e almoçamos aquelas coisas que eu adoro!






















Foi um dia super calmo a passear de barco que até deu para dormir descansadamente. Curiosamente no mesmo barco que nós ia uma portuguesa que está a fazer um estagio em Cochim….foi o histerismo também! Ela viu que éramos portuguesas porque nos ouviu comentar que a sobremesa parecia aletria…realmente não há safa, quando uma pessoa diz “aletria” é portuguesa….





No final do dia dirigimo-nos para a famosa praia de Varkala, 100 km a sul. Para lá chegarmos foi uma odisseia de 5 horas e 3 autocarros. Instalamo-nos no nosso hotel por cima da falésia, o Bamboo Village e por volta da meia-noite vamos jantar……feito inédito em toda a Índia!







Chove torrencialmente a noite toda e já estava a ver a minha vida a andar para trás a pensar que não ia poder gozar da praia (ao que me tinham dito…a monção não era tão evidente no sul…estavam errados!). De manhã vamos tomar um pequeno almoço fabuloso…este sim, foi o melhor da índia e mais uma vez vimos pessoas mencionadas no artigo da revista…..com tanta assinatura, aquela revista vai valer ouro. Uma das pessoas mencionadas na revista é o Babu, o emblemático dono do Funky Art Café, um jamaicano radicado na Índia que é rei e senhor de Varkala.




Ele arranja-nos a melhor maneira de nessa tarde mesmo irmos a Kanyakumari, a ponta mais sul da Índia ou o Land’s End, como muita gente lhe chama. É um local sagrado para os hindus por ser o ponto onde se cruzam o Oceano Indico e o Mar Arábico (dizem que é auspicioso tomar banho nestas água, mas estava tão sujo, tão sujo que nenhum de nós se atreveu.
















Devíamos te apanhado o ferry que nos levaria a duas ilhas com uns templos que mereciam ser vistos, mas chegamos atrasados e perdemos o último barco.

Enquanto andávamos de volta do ferry a ver se ainda conseguíamos arranjar outro barco aparece-nos a seguinte personagem que nos grita: Hey, ya all went to da island? Did ya like it?

Esforço tremendo para não rir, mas todos no contivemos e ninguém disse nada. Mas ele continuou: Ya all from Germany, France? (nós tínhamos um tailandês, uma colombiana, etc…não se de onde é que ele pensou que pudéssemos ser alemães!) Lá explicamos que éramos de diferentes sítios e a tal conversa do costume. Ao que o gajo responde: ah é que eu sou suíço! E ficamo-nos por aí!








Um pouco mais à frente apanhamo-lo a filmar-se a ele próprio a falar durante uns bons 20 minutos. Quando passamos por ele, mete conversa com o Mike. Ninguém percebe muito bem, o que é que ali se fala, mas ouvimos o seguinte berro:
Yo, dad, didn’t you buy that shirt in Thailand?
Paizinho: Não, não, foi no Camboja.
Quando passo por ele, volta a perguntar-me de onde sou. Quando lhe respondo que sou portuguesa ele dá-me a melhor resposta que alguém alguma vez me deu: “Hey, I thought you WAS american!”Epa muito bom! Was american!!!

Descobrimos que ele é um rapper alternativo que odeia o mainstream e o gangsta rap e que está a tentar trazer para a Índia rappers americanos independentes. Ele próprio tem uma banda chamada Mind Force Gathering que “cantam” em “swiss-german”, mas a solo está a trabalhar num álbum em inglês (visto que passou os high-school years in L.A.). Disse-nos que estava a montar um DVD e pediu-nos para nos filmar a dizer Mind Force Gathering tipo shout out, pedido esse ao qual acedemos com a maior das alegrias, se bem que requereu grandes doses de concentração, e nunca olharmos uns para os outros para não nos desmanchar-mos a rir! O encontro com esta personagem valeu as quatro horas que demoramos a lá chegar.





Kanyakumari é giro, pronto, mas para além de ser o fim da Índia, não tem mais nada de interessante, ainda bem que não passamos lá a noite, teria sido um desperdício de tempo. Só tenho pena de não ter visto o nascer ou o por do sol (é o que toda a gente faz por isso eu também gostava de fazer…é esta a minha personalidade forte).



Voltamos a Varkala ao final da noite e ao jantar voltamos a encontrar a colombiana que vive em Miami que tínhamos visto há um mês atrás em Gokarna. Isto sim, foi um histerismo absurdo!



No outro dia de manhã, gozamos a praia de Varkala e à tarde fomos apanhar o comboio de 13 horas até Mangalore.




















Estávamos em Manipal às 11 da matina de terça-feira! Não hei-de eu andar cansada!!!!

A esta altura do campeonato já tudo o que é inglês ou tailandês do grupo falam fluentemente português e só dizem coisas úteis (como é obvio!!!)…afinal têm as melhores professoras! Até já tentamos aprender umas coisas em tailandês….mas é impossível!

Esta viagem até tinha bastante mais para contar, mas eu já estou farta de escrever e vocês de ler!

Ah e não, não tenho emagrecido! lol

Thursday, September 13, 2007

Hampi

Hampi é uma terriola pequeníssima rodeada de templos que fica praticamente isolada do resto do mundo, visto não haver transportes directos para lá. É o maior sitio considerado património mundial da UNESCO e fica a umas 14 horinhas (nada de especial……) de Manipal. Sleeper Bus aí vou eu!

Saimos de Manipal às 10 da noite e estávamos em Hospet ao meio-dia. Mais uma horinha e mais um autocarro e chegávamos ao destino. Hampi era tudo o que diziam e mais ainda. Quase não tinha pessoas e uma paisagem fantástica a emoldurar os templos.

Depois de nos instalarmos numa das guest houses (que foi de longe a mais limpa e a mais barata onde ficamos!), começamos a explorar. Fomos aos templos mais próximos e ate tivemos direito a uma visita guiada às divisões obscuras e pejadas de morcegos de um dos templos. Antes de sairmos do templo o guarda insistiu que eu e a Daniela tirássemos uma foto em cima dos elefantes (a maioria destes templos são o deus Ganesh, que é um elefante)…há coisas que só me acontecem a mim..







No final da tarde ainda subimos ao ponto mais alto de Hampi de onde se tem uma vista de toda a área. Pelo caminho, para além de milhões de macacos e cabras (lol) encontramos uns americanos que já tínhamos visto na semana passada em Mysore…até parece que a Índia é pequena! A subida foi dura mas valeu a pena. Quando descemos já era noite cerrada e sem iluminações nenhumas é um milagre que tenhamos chegado todos cá abaixo sãos e salvos.








No dia seguinte alugamos umas motas e fizemo-nos à estrada. Por um dia inteiro de aluguer mais combustível pagamos 150 rupias, um pouco mais que 2,5 euros!!! Ninguém nos pediu cartas de condução nem nos deram capacetes…para quê? Liberdade total! Foi mesmo bacano.
















Vimos os resto do templos e éramos sempre perseguidos por hordas de crianças…e não tão crianças, que queriam que lhes tirássemos fotografias para depois se verem no ecran das maquinas digitais. Passei a tarde a tirar fotos a putos e FUI SIMPATICA PARA CRIANÇAS MONHÉS QUE NÃO PARAVAM DE ME CHAGAR O JUIZO! Um deles fez-me a melhor pergunta de sempre: Qual era o meu deus preferido! Eu disse que era o Ganesh porque ela claramente o mais estiloso que tinha o melhor corte de cabelo.






Para terminar a visita queríamos ir almoçar a um dos restaurantes mais conhecido lá do sítio. Perguntamos a esse tal puto e ele disse: digo-vos onde é se me levarem na vossa mota! Mais uma vez, quando um puto é assim tão bom, há que lhe dar um certo crédito. Ela passou o fim de semana todo connosco e dar-nos montes de dicas…merecia a boleia!






O restaurante também valia a pena. Foi de longe a refeição mais rápida e mais saborosa de tive na Índia. Para além disso, não era nada caro, tínhamos uma paisagem lindíssima e ainda podíamos andar de baloiço.

Depois disto….mais 14 horas de agonia….chegados a Manipal às 8 da matina, só nos restava ir trabalhar