Friday, August 31, 2007

Manipal vs Manipal Institute of Technology



Já aqui disse que Manipal não é nada o espelho da Índia. É dos sítios mais civilizados e limpos do pouco que tenho visto do país. Não deixa de ser, no entanto, uma bela imundice em comparação com os padrões europeus/ocidentais.









A rua principal de Manipal é também a pior rua de Manipal. É a mais mal cheirosa, a mais esburacada, a que tem esgotos a céu aberto e onde o passeio é uma mistura de cimento partido, lama e dejectos de vaca. É também a rua que tem mais lojas e supermercados e mulheres a vender peixe podre a um metro da lixeira!




Isto contrasta bastante com a realidade que se vive dentro do campus do MIT. Não deixa de ter vacas a comer dos caixotes do lixo gigantes que nunca são limpos e pessoas pobres a mal nutridas a fazer um trabalho super desconfortável que poderia muito facilmente ser feito por uma máquina. Mas no geral, tem muito bom aspecto: ruas bem alcatroadas e passeios pavimentados, edifícios relativamente modernos, etc.






















Mesmo assim, já estive a ver umas fotos das residências e são em tudo parecidas a prisões, só que tem uns lençois coloridos para dar um bocadinho de alegria à coisa.

















E é isto uma faculdade privada, em que os paizinhos pagam barbaridades para ter cá os filhotes a estudar. Nem sequer quero imaginar o que será uma universidade publica...

Thursday, August 30, 2007

Cenas da Vida Quotidiana

Aqui vão mais algumas particularidades desta Incredible India! Muitos destes detalhes já são tão habituais para mim que já nem os estranho e por vezes nem acho que sejam dignos de ser contados, mas nada poderia estar mais longe da verdade.

Comecemos pelo que está mais enraizado na cultura indiana: a total incapacidade de dar uma resposta negativa seja a quem for. Resultado disto: estão constantemente a mentir. Isto, quando aliado ao facto de terem uma extrema dificuldade em trabalhar, toma proporções épicas. Passemos aos exemplos práticos:

Já aqui falei que o meu prédio tem um serviço de lavandaria. Pois bem, o processo de recolha e entrega da roupa é muito complicado. Quem me dera que pudesse eu ir lá entregar a roupa e ficar logo despachadinha. Mas não, temos que ligar para eles e dizer que queremos. Ao que eles respondem: coming, m’am! Quando uma pessoa ouve isto, pensa que no máximo, em 10 minutos nos estão a tocar à campainha. ERRO! Passado meia hora ligamos outra vez: coming m’am! Vinte minutos depois ligamos de novo aos berros. Yes m’am coming now! E Passados dois minutos estão-me a tocar à campainha. Ora, se não tinha sido mais proveitoso para todos, dizerem-me logo que só podiam daí a uma hora??? Isto também nos remete para outra questão: o facto deles ainda não terem perdido o estigma de colonizados e só funcionarem quando se é mal educado para eles.

Outra: os meus phones estragaram-se e fui comprar outros. Entrei na loja (loja=barraca no meio da rua) e perguntei se tinham. Not in stock, m’am, tomorrow. Como combinado, fui lá no dia seguinte. Ora cadê phones? Recebi a mesma resposta do dia anterior. E se lá voltasse todos os dias, todos os dias teria a mesma resposta. E exemplos como este, aplicados às mais diversas situações, não faltam só que conta-las seria uma seca para todos.

Um exemplo muito claro do facto de eles não gostarem nada de trabalhar passa-se no meu laboratório. O horário de trabalho na Índia é das 9 às 5, nem um minuto a mais. Ate aqui tudo bem, só que no laboratório onde estou a trabalhar às 4:20 já estão a dizer para eu desligar as coisas. Lá se vai a teoria de trabalhar uma hora a mais todos os dias e ter fins-de semana de três dias.

A palavra dita mais frequentemente por toda a gente é “boss”. Aqui toda a gente é boss (menos as senhoras que são m’am ou madam), sejam empregados ou clientes. Quando queremos chamar o empregado do restaurante é sempre boss e ele também responde sempre, yes, boss. Os técnicos do laboratório, os funcionários da biblioteca ou os empregados das lojas também são todos boss. Disto resulta que a expressão mais ouvida por nós seja: tomorrow, boss!

A rede pública de telecomunicações chama-se STD, isto significa que os telefones públicos que se encontram espalhados pelas mais diversas lojas ou quiosques têm uma tabuleta a dizer STD. Ora, isto para a língua portuguesa não é nada, mas em inglês é a sigla para doença sexualmente transmissível. Tudo o que sejam inglês, americanos ou australianos acham uma certa piada. O que é certo é que eu acho que se se utilizar muito estes telefones existe mesmo uma grande probabilidade de apanhar uma STD!





Passemos aos episódios cómicos que acontecem pontualmente.



- ao pé do meu prédio existe uma obra. Um destes dias, quando estava a passar por lá e os operários estão a ouvir nada mais nada menos que Ozzy Osbourne!! Mama, I’m coming home……



- já apanhei um rikshaw quitado!! Pimp my rikshaw! Tinha um rádio todo xpto, com um belo subwoofer (ou lá com isto se escreve…) e fomos a curtir uma ganda som até casa (ganda som = musica de dança indiana)



- A pergunta “whitch country?” elevou-se a outro patamar. O jantar de despedida de um dos gajos que se vai embora, calhou no mesmo que dia que o grande embate Índia – Inglaterra em criquete. Isto é importante porque o criquete é o futebol da Índia e porque um jogo com a Inglaterra é sempre um jogo colonizador-colonizado eles levam isso muito a sério. Isto significa que o restaurante estava a arrebentar pelas costuras. No final do jantar, quando fomos buscar as sobremesas, um indiano, que já devia estar farto de nos ver passar, interpela-me a mim e ao inglês e faz a seguinte pergunta: Where do all you white people come from?
A minha reacção imediata foi responder Africa, mas como hesitei em responder, perdia a piada, então acabamos por explicar tudo como deve ser.



- chegou mais um americano. Um país tão grande como os EUA, era de esperar que tivesse uma grande variedade de nomes, no entanto este também é Nick. Ou seja, três americanos, três Nicks. Eles devem ter alguém a controlar as saídas do país. A partir de agora só saem Nicks!

Monday, August 27, 2007

Jog Falls

As Jog Falls são as maiores cataratas da Índia e por sorte são a uns 200 km de Manipal. Isto significa que fica a 5 horas de carro. 5 horas agonizantes!


Alugamos um táxi de 8 pessoas (isto aqui pode-se fazer) e partimos às 6:30 da matina de sábado. A primeira paragem foi a bomba de gasolina. Para quê desligar o carro enquanto se esta a encher o deposito????

Nas horas seguintes apreciamos a habilidade de condução indiana em primeira mão. Primeiro a total ausência de suspensão faz com que por largos segundos percamos totalmente o contacto com o banco e demos grandes cabeçadas no tejadilho.
Para além disso, temos as buzinadelas constantes. Muitas vezes tivemos que parar porque havia vacas na estrada e o motorista buzinava para elas como se elas fossem perceber….e o mesmo acontecia com qualquer tipo de animal!
Já dizia o grego: “realmente é preciso ser religioso para conduzir na Índia”

No caminho ainda paramos para ir às compras, que bonitas que ficamos!!!






Chegados às Jog Falls apercebemo-nos da grandiosidade daquilo. São, de facto, imponentes. E não haveria muito mais a dizer não fosse o facto de estar pejadinho de indianos loucos por descerem e subirem os trezentos metros de altura e mais de 1200 degraus mais inseguros que alguma vez experimentei.



















Não existem protecções nem degraus dignos desse nome e com milhões de pessoas a tocarem-nos e correr descalços pelas rochas torna-se particularmente perigoso.



























Lá em baixo vê-se de tudo, até banhos com sabão!























Na subida, deu-me uma quebra de tensão e estava a ver não conseguia sair dali. Nunca tal me tinha acontecido. Talvez por estar algumas seis horas sem comer ou por estar um calor insuportável e ter toneladas de pessoas à volta num caminho super íngreme…não sei…só sei que estive quase a virar o boneco o que me salvou foi uma 7up!





No caminho de volta passamos pelo santuário dos macacos e mais uma vez o Ondrej fez das suas. Esticou mão a um dos macacos e disse “hello monkey, may I shake your hand?” ora o macaco assustou-se, mostra-lhe os dentes e quase que lhe salta para cima. Mais uma vez foi hilariante!

Incredible India

Esta expressão não e só o nome deste blog. Alias, decidi utiliza-la porque é a frase turística da Índia, ou seja , é a frase que está em todo o material promocional do país.

Ora, se há coisa que isto não é, é publicidade enganosa! Este pais e, de facto, incrível!
Já presenciei as coisas mais inacreditáveis. Já aqui contei umas quantas e hoje vou contar outras.
Uma das coisas que já contei aqui é a maneira como os homens se relacionam: as mãos dadas, os braços dados, o sentarem-se ao colo uns dos outros. Pois ultimamente estas demonstrações têm roçado os limites da pornografia.

Já tinha reparado, que eles são muito amigos de gritar pelos mais variados motivos, mas no dia que fomos para Goa tornou-se insuportável. De cada vez que passávamos por um túnel (e há muitos) e às vezes pontes (ficamos sem perceber qual era o problema deles com grandes obras de engenharia…lol), eles ficavam histéricos. Era uma barulheira impressionante, acompanhada por se roçarem e saltarem uns para cima dos outros….um espectáculo lastimável!




O mesmo aconteceu numa discoteca/bar que costumamos frequentar, o Sky Lounge. Costuma estar sempre às moscas, mas numa destas noites apanhamos uma festa de anos. Mais uma vez eram só homens, com coreografias elaboradíssimas que invariavelmente acabava com eles enrolados no chão a berrarem. Valeu bem a pena ir lá nessa noite, já me doía a barriga de tanto rir.









Os homens na Índia pintam as unhas! Não, não estou a inventar, é mesmo verdade. E não é aquela cena tipo metrossexual. È mesmo para se ver e ficar brilhante. A primeira vez que reparei, a pessoa e, questão tinha as unhas pintadas de branco pérola. Da segunda vez, era um que tinha as unhas dos pés cor-de-rosa. A última vez, foi num restaurante fora de Manipal em que o empregado tinha as unhas roxas e compridíssimas…só o nojo de sermos servidos por aquelas unhas…..


No entanto, uma rapariga indiana disse-nos que a homossexualidade é muito mal vista na índia e que se alguém te o azar de se assumir é bem capaz de ser morto a tiro! Mas haverá coisas mais gays do que o que eu acabei de descrever?......Incredible india!


Se calhar isto está tudo relacionado com o conceito de espaço pessoal ou privacidade, conceitos esses que eles não têm. Aqui ninguém se preocupa em não incomodar o próximo. Todos se tocam, todos se empurram e todos se agarram. Enquanto é entre eles, é uma coisa, agora quando eles têm a mesma atitude connosco o caso muda de figura. Se a principio ate tinha piada a curiosidade que eles tinham em relação a nós, agora já começa a incomodar o facto de estarem sempre a olhar fixamente para nós, a tentarem tirar fotos connosco (com ou sem a nossa autorização) ou perguntarem-nos de onde somos 20 vezes por dia. Felizmente, isto não é tão flagrante em Manipal

Se calha a sentarmo-nos ao lado de um indiano na sala dos computadores é mais que certo que ele vai passar o tempo todo a olhar para o nosso ecrã sem sequer tentar disfarçar. Nos restaurantes ficam muitas vezes a olhar fixamente para nós enquanto comemos. O cúmulo disto aconteceu em Udupi, quando, tanto o dono como alguns dos empregados passaram a nossa refeição toda debruçados sobre as nossas cadeiras, literalmente com os braços apoiados nas costas das cadeiras a respirarem para cima das nossas cabeças. Como todos sabem, eu sou super paciente e tolerante com estas coisas…pode-se dizer que fiquei um pouco arreliada, vá!


Pergunto-me se nós lhes parecemos tão feios como eles nos parecem a nós!


O que acontece muito nos restaurantes também é a maneira como os clientes atrapalham e incomodam os funcionarios que estão a ver televisão aos altos berros…é uma chatisse. E ai de nós que peçamos para baixar um pouco a televisão por estamos a tentar conversar…é com cada olhar de ódio!


Outro conceito que eles não têm é o conceito de fechadura. Eles apenas têm tricos e cadeados. Passo a explicar: não existe em lado nenhum uma fechadura central que permita abrir ou fechar uma porta de ambos os lados. Em todas as portas eles têm um trinco do lado de dentro, e um trinco com um cadeado do lado de fora. Assim como mostam as fotos.


















Isto é a porta da minha casa por fora e por dentro, respectivamente. Mas o mesmo acontece em todas as portas que vi! TODAS!


Vamos então enumerar os problemas que istro traz:
- um qualquer estranho pode-nos fechar dentro de casa e não temos maneira de sair.
- mesmo que tenhamos duas chaves, quem chega primeiro tem sempre ir abrir a porta a quem chega depois, visto que a única meneira de fechar a porta é tranca-la por dentro.

No outro dia, a Jo saiu de casa quando eu ainda estava a dormir, e como qualquer pessoa normal, tem a tendencia de fechar a porta. Resultado: quando acordei estava trancada dentro de casa. Abençoado Adam que ouviu o telefone e me veio salvar da minha prisão!

E pensar que tudo isto seria resolvido se eles adoptassem as fechaduras normais. Ás vezes penso mesmo que estou no 4º mundo!


Os insectos e bicharada no geral também são especialmente grandes aqui. As baratas, para além de serem aquele bicho particularmente nojento, aqui têm asas! Estavamos as quatro em casa delas quando ouvimos um berro vindo da casa de banho. Era a Daniela: oh it’s so big!! A Catalina imediatamente salta para cima de uma cadeira. Nós vamos ver o é e a Daniela continua a gritar e a Joana pergunta: Is it a rat?
Daniela: No, but it´s so big.
Jo: A pig?
Daniela: Noooo, biiiig..Give me the spray!
Magui: Where is it?
Daniela: I don’t know, it disapeared.
Magui: It’s behind you, get out of there.
A miuda sai disparada e a barata voa para dentro da caixa de electricidade. Sem exageros era do tamanho da minha mão…e com asas. Despejamos quase a lata de insecticida para dentro da caixa de electricidade e nunca mais a vimos! Foi de um histerismo hilariente este episidio, ainda bem que náo foi na minha casa, abençoado primeiro andar!



No tal Sky Lounge é este o DJ, eu aposto nos 60 anos:




A suastica, antes de ser um simbolo nazi, era um simbolo sagrado hindu. Isto significa que a suastica está em todo o lado, em todos os templos, murais, etc. É claro que sabemos que a conotação não é a mesma, mas mesmo assim é estranho.





Enquanto no resto do mundo se vendem cremes autobronzeadores, na Índia vendem-se cremes branqueadores!

Tuesday, August 21, 2007

Goa



Segundo fim-de-semana, segunda viagem! Desta vez foi mais longa e mais prazerosa também.


Partimos para Goa na sexta-feira de manha, no mesmo comboio que nos levou para Gokarna, só que desta vez, em vez de 3 horas de viagem, foram 5 horitas ate chegar ao sul de Goa. Desta vez deu para apreciar muito bem o sistemas de ventilação dos comboios: uma serie de ventoinhas velhíssimas presas no tecto. Até dá um efeito giro!




Saímos na estação de Canacona (nada de gozar com este nome, juro que não o estou a inventar) e dirigirmos-nos à praia de Palolem.


Aí encontramos alojamento para 14 pessoas, por 100 rupias por noite por pessoa (uns meros 2 euros….incredible India!!!!). Como a monção ainda não acabou, ainda não estamos em época alta, o que não impedia esta terriola de estar pejadinha de estrangeirada….com todas as coisas boas e más que trazem! Goa é famosa pelas praias e é um dos destinos mais turísticos da índia para fazer praia! Mesmo assim já estava um calor absurdo, nem sequer quero imaginar como será no verão.







Assim que nos instalamos, fomos almoçar. Abençoada colonialização portuguesa que faz de Goa um estado Católico, o que significa que se pode comer um bom bife de vaca!! Nada me soube tão bem na vida. No entanto, paguei 200 rupias, ou seja, mais que o que me custou dois dias de alojamento, e foi este o preço médio da refeiçoes em Goa.






















Depois fomos para a praia. Para além de muito estrangeiros, a praia estava também cheia de vacas e de cães vadios. Mas ao menos o que não faltava era pessoas de fato de banho (o que era um regalo para as dezenas de mirones indianos que la estavam!)

E assim aconteceu o meu primeiro mergulho do ano. Nunca tal tinha acontecido, chegar a segunda quinzena de Agosto e nem sequer ter posto os pés na praia! Estava em Goa há umas 3 horas e já estava a adorar e ainda nem sequer tinha dado de caras com a herança portuguesa....claramente isto prometia!

A agua estava óptima e todos mandamos grandes cacholadas, tirando o Mike que esta habituado as águas quentes da Tailândia.

Estávamos a jantar quando nos aparece à frente o Jan, o nosso alemão favorito para gozar! Ele não estava incluído nas 14 pessoas que iniciaram a viagem, mas por artes magicas la apareceu!

A noite fomos para a praia beber uns copos, mas, para variar, às 23h já estava tudo deitado.
No dia seguinte apanhamos o autocarro das sete da matina para Margão. Se querem uma vida de deitar cedo e cedo erguer, mudem-se para a índia.


























Nas duas horas de viagem mais desconfortáveis de sempre começa-se a perceber, que os portugueses estiveram la. Todo o que são estabelecimentos, escritórios de advogados ou consultórios médicos tem nomes portugueses. Vê-se de tudo: Silvas e Costas(como seria de esperar), Mesquitas, Mascarenhas, Andrades, Mendonsas e Gonsalves (não, não me enganei, eles abandonaram o ç e trocaram-no pelo s), Pintos, Pereiras, Fernandes... Curiosamente não vi nenhum Faustino...lol! Ate os encontramos nos obituarios e anuncios de pessoas desaparecidas...lord I'm coming Home!



























Em Margão só estivemos o tempo de mudar de autocarro para seguirmos para Panaji, que é a capital, mas mesmo assim já deu para ver que é uma cidade relativamente grande e muito bem arranjada, ao contrario do resto das cidades indianas que tenho visto, que a bem dizer da verdade não foram assim tantas!



40 minutos depois estávamos em Panaji. Como tínhamos pouco tempo limitamos-nos a fazer o percurso turístico, que mesmo assim ainda durou umas 3 horas sem contar com o facto de nos termos perdido nos subúrbios!




Panaji e, de longe a cidade mais bonita que vi na índia. Arquitectura completamente mediterrânea, muitos jardins e pequenos parques. é a única cidade que vi que não esta coberta de alcatrão esburacado e que tem passeios dos dois lados da estrada, incluído um grande passeio à beira-mar.



Vê-se imensos carros com bandeiras portuguesas penduradas no espelho retrovisor. Como qualquer terra portuguesa o que não falta são igrejas, mas que fazem um contraste interessante com os templos hindus.

























Vimos aquela gaja loira de cabelo curto que faz um programa tipo noite da ma língua na SIC Noticias. Mas achamos que era labrego demais irmos la todas histéricas falar com ela.

Mais uma vez, por não ser época alta, muitos dos restaurantes ainda não estão abertos, por isso acabei por não experimentar nada da famosa cozinha goense que dizem ser uma mistura entre a indiana e a portuguesa que é de comer e chorar por mais. Acabei por almoçar os meus mixed fried noodles que tanto gosto! Lol



Só vi um senhor que falava português. Falava muito bem por acaso. Explicou-me que se chamava Reis Magos porque tinha nascido no dia 6 de Janeiro! Esta terra é de facto impagável!





Passamos por uma escola muçulmana que tinha as portas abertas para a rua. Os miúdos adoraram-nos!

Ficou imenso para ver da Goa portuguesa e uma vontade ainda maior de voltar. Falta ver Vasco da Gama, Margão e Goa Velha (que ao que me disseram são 4 igrejas).





Voltamos para Palolem e ainda fomos a praia. Dei o mergulho mais tardio de sempre. Sai da praia já era noite cerrada. Quando íamos a caminho do restaurante para jantar, para uma mota a nossa frente e quem é que la ia????? Ondrej, a minha personagem preferida. Foi de chorar a rir! O gajo sabia que nos estávamos em Goa, mas não sabia onde! Chega a estaçao mais sul de Goa, sai do comboio, e diz ao motorista da mota: leve-me para a praia! Este miúdo e impressionante. Estava todo chateado porque o pessoal que foi com ele a Dehli não o deixou conduzir!!




No outro dia voltamos para Manipal, sem deixar de dar um mergulho de manha. Era oito da matina e já tava na praia! Ainda vimos os pescadores a chegarem com as suas redes. A certa altura a praia ficou pejadinha de indianos todos bem vestidos. A principio ate pareceu estranho, mas depois chegamos à conclusao que por ser domingo de manha eles deviam estar a ir para a missa.

Nesta viagem toda encontramos montes de indianos que insistiam em tirar fotos connosco! Eles adoram-nos.



















Para terminar aqui vão mais algumas referencias portuguesas de Panaji. E para mostrar como sou bacana e liberal ate tirei fotos no monumento a luta contra os portugueses